PRECÁRIAS III

PRECÁRIAS III
Gaivotas Em Terra

Festival de Performance

PRECÁRIAS III

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Sexta-Sábado •

Reservas: €

O Precárias III: Festival de Performance é um projeto de criação intercultural e comunitário, focado em determinados corpos-identidades – nomeadamente, pessoas trans, queer, não-bináries, mulheridades e pessoas racializadas – que se dedica à criação de narrativas alternativas que potencializam a performance contemporânea, com modus operandi na alçada da precariedade destas histórias em transformação.

O Precárias III: Festival de Performance É idealizado pela artista Tita Maravilha, teve a sua primeira edição em 2022, como proposta ao projeto Artista No Bairro, promovido pelo Cão Solteiro e pela Rua das Gaivotas 6 e trabalha, atualmente, na apresentação da sua segunda edição em Lisboa, tendo expandido uma programação emergente para Montemor-O-Novo, Viseu e Porto.

A sua terceira edição pretende manter uma curadoria cuidadosa, afetuosa e continuar a crescer, garantindo a expansão da emergência da programação, com uma dinâmica que desenrola a formação de novas comunidades. Com um olhar aguçado nas potências que não têm a visibilidade e estrutura de apoio necessários para execução de um trabalho digno, o olhar direto incide nas novas linguagens, na importância das histórias diversas, nas novas formas de ver e criar e, sobretudo, na consciencialização dos diferentes lugares de fala.

Nesta terceira edição, o tema é 🎈“CORPAS BRINCANTES”🎈 — um convite a explorar a infância em suas múltiplas possibilidades, repensando o futuro e criando espaços de diálogo e troca. O Precárias lançou um Open Call em conjunto com o ALKANTARA e a Rua das Gaivotas 6 na busca de práticas que reflitam a infância como território de invenção e potência, expandindo a imaginação sobre o que pode ser uma infância livre, plural e cheia de potencialidades.

Xs vencedorxs que vão ocupar o nosso espaço e apresentar os seus projetos são:

 


25 de Julho — 19h
Onde Está a Criança Aqui Dentro?
de Mayara Baptista

(Residência: 7 a 13 de julho Rua das Gaivotas 6)

Mayara Baptista (São Paulo/BR), é uma mulher preta, sapatão e artista ANTIdisciplinar. Formada em Web Designer, Artes Cênicas e Locução pelo Senac. Fundadora da Companhia Autotomia Teatral; foi artista residente da 4ª edição do Laboratório Linha de Fuga, Coimbra, PT, 2024; diretora, dramaturga e performer em “Mangue Vermelho”, performance que é separada em três atos: “AR” (apresentado no Linha de Fuga, 2024), “Ser Incapturável” e “EXFERÁ”. Também dirigiu e cantou nos shows “Pretobrás, e daí?”, “Coração Absurdo” e “Vozes” em homenagem a Itamar Assumpção. Trabalhou por seis anos no Teatro Oficina, participando de diversas produções, incluindo o espetáculo “Roda Viva”, dirigido por Zé Celso. Sua pesquisa artística transita entre teatro, performance, música e instalação, abordando temas como diáspora, identidade e raízes. Atualmente, desenvolve novos trabalhos que exploram corporeidade, sonoridade e ancestralidade em contextos experimentais e imersivos.


26 de Julho — 19h
Se Essa Rua Fosse Minha
de Daniel Rakin

(Residência: 14 a 30 de julho, Rua das Gaivotas 6)

Daniel Rakin é artista multidisciplinar brasileiro vivendo em Berlim. Entrelaçando vídeo, fotografia, performance e dança, sua prática atravessa o encontro entre corpo, imagem e som, gesto e memória. Em uma linguagem metafórica e abstrata, sua obra percorre dualidades, existência, ancestralidade, caminhos para a liberdade, vida e morte, natureza e fragilidade humana. Transmasculino-queer-pardo-periférico, Dan investiga a representação de corpos e vozes silenciadas, ressignificando narrativas apagadas pela história. Seus filmes de dança e performance já ecoaram em telas na Alemanha, Estados Unidos, Rússia, Dinamarca e Brasil.