whathappenedtomanaLúcia?

whathappenedtomanaLúcia?
Gaivotas Em Terra

trash

whathappenedtomanaLúcia?


  • Sexta •

  • Sábado •

Duração: 50min
Classificação etária: M/16
𝐀𝐏𝐑𝐄𝐒𝐄𝐍𝐓𝐀𝐂̧𝐎̃𝐄𝐒: sex, 28 nov — 20h | sáb, 29 nov — 18h
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𝐁𝐈𝐋𝐇𝐄𝐓𝐄𝐒: 6€ / 8€ / 12€
: : : : : : : : : : : : : : os diferentes valores não correspondem a uma diferença de lugares, apenas permitem que se pague o mínimo ou, sendo possível, que se contribua com mais para apoiar xs artistas
𝐌𝐄𝐍𝐔 𝐃𝐄 𝐀𝐑𝐓𝐈𝐒𝐓𝐀: ter, 18 nov — 19h
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𝐏𝐎𝐃𝐈𝐀 𝐒𝐄𝐑 𝐍𝐀 𝐓𝐀𝐓𝐄 𝐌𝐀𝐒 𝐄́ 𝐀𝐐𝐔𝐈: sex, 28 nov, após o espetáculo
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𝐂𝐋𝐔𝐁𝐄 𝐄𝐒𝐏𝐄𝐂𝐓𝐀𝐃𝐎𝐑: sáb, 29 nov, após o espetáculo

Reservas: €

Quem somos nós para te dizer como te deves sentir em relação à arte?

Não se trata de gostar ou não gostar. Trata-se de sobreviver à experiência.

Exceto no caso de “whathappenedtomanaLúcia”. Se saíres intacte, estás objetivamente errade.

“who dafuq is mana Lúcia?” whatever! “This meets that”? Não.

“whathappenedtomanaLúcia” is a crash, not a crush.

 

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whathappenedtomanaLúcia é impulsionado pela nostalZia da sua geração. e da geração anterior. e das saudades do que ainda não vivemos. um espetáculo que sem ser nostálgico, esvai-se em melancolia. um movimento de recuo megalómano, low-budget, revivalista e excêntrico. uma pesquisa por um tempo que nunca chegou a existir e que, por isso, re-inventamos. #sqn

na minha cabeça imagino o alçapão que abrimos no chão da rua das gaivotas 6 só porque sim, porque queríamos, porque nos deu na real gana. porque antes se podia, havia rebarbadoras, martelos pneumáticos, e agora já não se pode. ai não ? isso é que vamos ver.

temos FOMO, desgostos que tornam tudo vivido, unhas de gel novas a cada semana, fins de tarde no telhado do prédio em rio de mouro, diretas sem remorsos, uma queerness a explorar e estamos seguros da inutilidade dos nossos gestos. temos serotonina, dopamina, e todas as ninas suficientes to put the middle finger up, sem pensar twice. temos a sensibilidade de quem vê o mundo a acabar todos os dias pelo insta e não conseguimos ficar sentades numa cadeira durante mais de 10 minutos.

fomos empurrades pelo impulso dos nossos sentimentos logo após uma sessão de terapia.

– faz lá devagar primeiro. ai ai . isto dá bue medo. ai. espera. espera. tou a ouvir um pi

– eu acho que também tou a ouvir um pi lá ao fundo

– é?… é que eu tou a ouvir memo cá dentro da minha cabeça.

perdemo-nos nesse eco, repetimos tantas vezes o título deste show que ele se desvirtuou. e nunca chegámos a aprender a pronunciar happened corretamente. well, it happens!

este espetáculo está cheiiiiinhu de vontades: de esburacar, de escava(ca)r a história recente, de desiludir, porque  é arqueologia barata, com baldes e pás daquelas de levar para a praia.

não é pós-modernismo, nem pós-dramático é pós estúpidos. to the ones forced to be regular teenagers but born to be punk rockers in 2000’s

whathappenedtomanaLúcia

Criação trash
com Ângelo Castro, Íris Cañamero, Laura Longobardo, Maria Arrais e Vasco Paixão
direção estética da Batata e uma ajudinha na produção de Lau Robert
Apoio financeiro e logístico (Co-Produção em Residência)
Rua das Gaivotas 6 / Teatro Praga e O Espaço do Tempo

Obigada à Inês, à Luta, à Cláudia, à Carla, ao Tiago, à Lúcia e Michel

Ângelo Castro
Ângelo Castro (ele/dele). Naxi com um x em 2003, na Amadora. Sou um artista cada vez mais pluridisciplinar e menos disciplinado, ou pelo menos tento. Desaprendi teatro durante 3 anos na ESTC e fiz parte do projeto Nós/Nous’24. Colaborei com artistas-amigues como Teatro Praga, Jorge Jácome, Vânia Rovisco, Carla Bolito, Nuno M. Cardoso. Apresentei em 2024 a minha primeira criação na Rua das Gaivotas 6, ”__”. Investigo o teatro pós-internet e interesso-me pela ideia de 10aparecimento. Puf!

quinta-feira, 18 de novembro, 19h
conversa + petisco c/ trash (Ângelo Castro)
Entrada livre mediante inscrição

Artistas também têm os seus comes e bebes. Em MENU DE ARTISTA pedimos a quem passam pela RG6 para fazerem uma sessão aberta sobre a sua iguaria preferida. Vamos lá abrir a boca para uma degustação!

 

sexta-feira, 28 de novembro
conversa após o espetáculo c/ trash (Ângelo Castro)

Ciclo de conversas com artistas na RG6. Podia ser na TATE mas vai estar mais à mão, na
Misericórdia. Há que aproveitar esta assembleia no bairro para trocar ideias e pedir autógrafos!
sábado, 29 de novembro
conversa sem o artissta, após o espetáculo, moderada por José Maria Vieira Mendes

Ciclo de conversas sem artistas na Rua das Gaivotas 6. O CLUBE ESPECTADOR é um projeto coordenado por J.M.Vieira Mendes e Maria Sequeira Mendes, com a colaboração da Rua das Gaivotas 6 (RG6) e do Teatro do Bairro Alto (TBA), e consiste na promoção de conversas informais a propósito de espetáculos.
Que livros influenciam a criação artística? Quais são os livros para uma vida? Mensalmente há um escolhido por cada artista da RdG6. Livros disponíveis para consulta e venda.
A escolha de Ângelo Castro é…
RIFQA (2021) de Mohammed el-Kurd
tradução de Manuel de Freitas
RIFQA (2021), palavra árabe que significa amizade, era o nome da avó de Mohammed El-Kurd. Sobrevivente da Nakba, o êxodo forçado do povo palestiniano em 1948, e refugiada na sua própria terra, esta resistente, «mais velha do que Israel», é aqui evocada como símbolo do combate contra a opressão e o colonialismo. Livro de estreia do autor, belo exemplo da poesia palestiniana de resistência e que retoma vozes como as de Mahmoud Darwish e Ghassan Kanafani, RIFQA transmite-nos o sentimento de um povo em luta pela sua terra e memória. Prefácio de aja monet, poeta, performer e activista norte-americana.
Edição: Antígona